Os Jogos Paraolímpicos de Sydney, em 2000, bateram o recorde de países participantes: 122 (ou 123 delegações, incluindo atletas independentes do Timor Leste). Foi a maior edição do evento até então, com um total de 3.824 competidores. O evento não poderia ter sido mais bem-sucedido. Afinal, foram vendidos cerca de 1,2 milhão de ingressos para as competições, mais do que o dobro de público em relação à edição anterior, em Atlanta.
Novamente, o nível das competições foi impressionante e mais de 300 recordes mundiais e paraolímpicos foram batidos. A britânica Tanni Grey-Thompson, por exemplo, teve uma incrível atuação, ficando em primeiro lugar nas provas de corridas em cadeira de rodas em percursos de 100, 200, 400 e 800 metros. O norte-americano Jason Wening, nadador com as duas pernas amputadas do joelho para baixo, conquistou sua terceira medalha de ouro nos 400 metros nado livre, quebrando seu próprio recorde mundial.
Os Jogos de Sydney chegaram ao fim, marcados pelo enorme sucesso na transmissão dos eventos esportivos. O site oficial da competição transmitiu mais de 100 horas em vídeo para usuários de 103 países. Além disso, cerca de 2.300 profissionais da imprensa foram credenciados para trabalhar na cobertura do evento.
Número de países: 122
Número de atletas: 3.824
Esportes: 19
Uma espetacular cerimônia de abertura marcou o início dos Jogos Paraolímpicos de 2004. O evento de Atenas repetiu o sucesso da edição anterior, tanto no número de atletas quanto no interesse do público. Das 136 nações participantes, 73 tiveram ao menos um competidor conquistando medalha.
Foram batidos 304 recordes mundiais e 448 paraolímpicos. A nadadora japonesa Mayumi Narita foi uma das maiores estrelas daquela edição. Ela conquistou sete medalhas de ouro e uma de bronze. A canadense Chantal Petitclerc levou para casa cinco medalhas de ouro na corrida em cadeira de rodas e foi uma entre tantos outros atletas que fizeram bonito em Atenas.
Destaque também para o Brasil, que venceu o primeiro torneio de Futebol de 5 e se estabeleceu como melhor time do mundo. Ao vencer a Argentina nos pênaltis, por 3 a 2, o Brasil se tornou a única equipe invicta no torneio e teve o melhor ataque, com 14 gols em 6 jogos.
Novamente, o evento foi amplamente divulgado e acompanhado por um número recorde de pessoas em todo o mundo. Na festa de encerramento, foi hasteada uma bandeira com o novo logotipo do Comitê Paraolímpico Internacional.
Número de países: 136
Esportes: 19
A edição dos Jogos de Arnhem contou com a participação de quase dois mil atletas de 42 países. Entre os participantes, havia 452 amputados, 341 deficientes visuais e, pela primeira vez, 125 com paralisia cerebral. Outras inovações foram a inclusão do vôlei de cadeira de rodas entre as competições e a introdução do goalball como esporte paraolímpico para deficientes visuais.
A neozelandesa Neroli Fairhall foi um dos destaques do evento, faturando o ouro na prova de arco e flecha para paraplégicos. Quatro anos depois, nas Olimpíadas de Los Angeles, ela ficou classificada em 35º lugar entre 56 competidores.
Os Estados Unidos terminaram na liderança do quadro geral de medalhas, seguidos pela Polônia. A República Federal da Alemanha ficou na terceira colocação. No final, os Jogos de Arnhem tiveram a função de consolidar a programação esportiva dos quatro principais grupos de deficientes, representados por suas respectivas federações internacionais, o que contribuía para o desenvolvimento dos atletas paraolímpicos. Mais tarde, no final daquele ano, foi criado o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC).
Número de países: 42
Esportes: 12
A sétima edição dos Jogos Paraolímpicos foi realizada na Europa e na América do Norte entre junho e agosto de 1984. A cidade inglesa de Stoke Mandeville - sede das primeiras competições amadoras entre portadores de deficiências - recebeu, entre 22 de julho e 1º de agosto, atletas portadores de lesões na coluna. Já Nova York foi a sede das disputas entre participantes amputados, com paralisia cerebral ou deficiência visual entre 16 e 30 de junho.
Durante os Jogos realizados nos Estados Unidos, que contaram com a maior cobertura da imprensa até então, aproximadamente 1,8 mil atletas de 45 países lutaram por medalhas. Um dos que mais se destacou foi o norte-americano Jim Martinson, recordista mundial na corrida de 100 metros em cadeira de rodas. O francês Mustapha Badid também impressionou a todos na prova de 800 metros e levou o ouro.
Na fase realizada na Inglaterra, entre os dias 22 de julho e 1º de agosto, 1,1 mil atletas de 41 países competiram em 14 eventos. Muitos recordes foram quebrados, principalmente no atletismo. O suíço Reiner Kuschall e o norte-americano Bart Dodson dominaram as provas masculinas e cada um levou duas medalhas de ouro para casa. Entre as mulheres, a grande estrela foi a dinamarquesa Ingrid Lauridson, que ficou na primeira colocação seis vezes. A nadadora norte-americana Marcia Bevard realizou façanha parecida, ficando seis vezes no lugar mais alto do pódio.
Os Jogos terminaram com os Estados Unidos no topo, seguidos pela Grã-Bretanha e Canadá. Apesar do curto período para a sua organização, o evento foi um sucesso.
Número de países: 45 em Nova York e 41 em Stoke Mandeville
Esportes: 18
Os Jogos Paraolímpicos de 1988 levaram o evento a um novo patamar. A oitava edição foi a maior e a com a melhor infra-estrutura até então. Os 3.053 atletas de 61 países ficaram bem alojados em 1.316 apartamentos da Vila Paraolímpica, a apenas quatro quilômetros do Estádio Olímpico.
A cerimônia de abertura foi realizada no Estádio Olímpico de Seul para um público de 75 mil pessoas. Na edição daquele ano, a performance dos atletas foi impressionante. A norte-americana Trischa Zorn, por exemplo, uma nadadora portadora de deficiência visual, ganhou um total de 12 medalhas de ouro e bateu nove recordes mundiais. O francês Mustapha Badid, outra estrela dos Jogos de Seul, subiu no lugar mais alto do pódio quatro vezes, após as provas de 200, 1.500, 5.000 metros e a maratona em cadeira de rodas.
O suíço Franz Nietlspach também se destacou naquele ano, conquistando três medalhas de ouro nas corridas em cadeira de rodas em percursos de 200 e 800 metros e em uma prova de canoagem. Connie Hansen, da Dinamarca, foi outro atleta com desempenho incrível nas competições de velocidade em cadeira de rodas, ficando em primeiro lugar cinco vezes. E o norte-americano Dennis Oelher conseguiu superar a barreira de 12 segundos nos tiros de 100 metros, percorrendo o trajeto com uma prótese em uma das pernas em apenas 11.73 segundos.
Os Estados Unidos ficaram, mais uma vez, no topo do quadro de medalhas. A República Federal da Alemanha conquistou a segunda colocação, à frente da Grã-Bretanha. A cerimônia de encerramento aconteceu no dia 24 de outubro, com lotação máxima, e uma grande queima de fogos de artifício.
Número de países: 61
Esportes: 18
Sessenta e cinco mil pessoas compareceram à abertura dos Jogos no Estádio Olímpico de Montjuic. Os 12 dias de competições foram acompanhados por 1,5 milhão de espectadores e milhares de telespectadores. Mais de três mil atletas de 82 países participaram de 487 provas nas quais 279 recordes foram batidos.
Mais uma vez, os atletas tiveram um desempenho memorável. A nadadora norte-americana Trischa Zorn, deficiente visual, levou para casa dez medalhas de ouro e duas de prata. John Morgan e Bart Dodson, também dos Estados Unidos, ganharam todas as oito competições que disputaram em natação e atletismo, respectivamente. A nadadora Elizabeth Scott, conterrânea deles, foi outra que levou a melhor em sete provas.
A espetacular cerimônia de encerramento, realizada no dia 14 de setembro, foi o desfecho ideal de uma das mais elogiadas edições dos Jogos Paraolímpicos da história.
Número de países: 82
Esportes: 16
A décima edição dos Jogos Paraolímpicos contou, pela primeira vez na história, com atletas portadores de deficiências mentais - junto a portadores de deficiências físicas. O conceito principal dos Jogos de Atlanta baseava-se em três elementos: quantidade, qualidade e universalidade. O objetivo era atingir o mais alto nível com o maior número de atletas possível.
Na edição de 1996, 3.195 atletas de 103 países participaram de 508 provas em 20 modalidades esportivas. Destas, 17 valiam medalhas, enquanto as outras três - raquetebol, vela e rugby em cadeira de rodas - eram eventos de apresentação. Muitos atletas brilharam nos Jogos daquele ano. A australiana Louise Savagem, por exemplo, ganhou quatro medalhas de ouro nas corridas em cadeira de rodas. Na natação, o holandês Kasper Engel bateu o recorde mundial masculino no nado peito e a francesa Beatrice Hess levou a melhor nos 200 metros medley individual, batendo o recorde paraolímpico e mundial. No total, 269 recordes foram batidos.
Os Estados Unidos ficaram no topo do ranking dos Jogos, seguidos pela Austrália e pela Alemanha. Os Jogos chegaram ao fim marcados pelo elevado número de espectadores nas competições (388.373 pessoas) e pela ampla cobertura da imprensa, com 2.088 profissionais credenciados.
Além do crescimento dos Jogos, houve outras novidades naquele ano. Quatro dias antes do início das competições, foi realizado o terceiro Congresso Paraolímpico, no qual foram abordadas questões sobre o fortalecimento político e econômico de ações voltadas a portadores de deficiências. A Pirâmide Cultural, espaço que mostrava o trabalho de diversos artistas do mundo com algum tipo de deficiência, foi mais uma inovação em 1996. Com a iniciativa, o comitê organizador conseguiu traçar um paralelo entre as artes e o esporte.
Número de países: 103
Esportes: 19
Os primeiros Jogos Paraolímpicos oficiais da história foram sediados na cidade de Roma, em 1960. Na época, o evento era chamado de "Stoke Mandeville", mesmo nome da cidade inglesa em que as primeiras competições entre portadores de deficiências físicas haviam sido realizadas anteriormente. Foi somente em 1984, que o evento passou a ser denominado "Jogos Paraolímpicos".
Cerca de cinco mil pessoas assistiram à cerimônia de abertura daquela que seria a maior competição internacional do mundo esportivo. Durante o evento, realizado entre os dias 19 e 24 de setembro daquele ano, o italiano Franco Rossi (esgrima); o britânico Dick Thompson (atletismo) e o norte-americano Ron Stein (pentatlo e atletismo) foram as grandes estrelas das disputas. Ao final, a Itália foi a grande campeã, seguida do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Durante a cerimônia de encerramento, Ludwig Guttmann e Carla Gronchi, patronos dos Jogos, se disseram muito satisfeitos com o fato de os competidores terem visto o evento como uma forma de reintegração dos portadores de deficiências à sociedade.
Número de países: 23
Modalidades esportivas: 19
A segunda edição dos Jogos Paraolímpicos, em 1964, manteve a trajetória de sucesso iniciada em Roma. Tóquio recebeu um total de 375 atletas, representando 21 países. A delegação com maior número de membros foi a do Reino Unido, com 70 competidores. Logo atrás, ficou o grupo que representava os Estados Unidos, com 66 participantes.
Naquele ano, uma importante modalidade esportiva foi introduzida: a corrida em cadeira de rodas. Disputado por homens e mulheres, este tipo de prova se tornaria uma das mais populares dos Jogos Paraolímpicos, o que contribuiu para o desenvolvimento de seus competidores.
Muitos atletas tiveram performances brilhantes. No atletismo, o norte-americano Ron Stein, o sul-africano Daniel Erasmus e o britânico Dick Thompson tiveram ótimo desempenho. O francês Serge Bec (esgrima) e a zimbabuense Margaret Harriman também se destacaram.
Número de países: 21
Modalidades esportivas: 9
Dez mil pessoas assistiram à abertura dos Jogos, que tiveram a participação de 750 competidores de 29 países. A quantidade de categorias esportivas aumentou em relação à edição anterior, realizada em Tóquio. Novas competições como bocha, basquete feminino e corrida masculina de 100 metros em cadeira de rodas entraram para o calendário dos Jogos.
O italiano Roberto Marson foi a grande estrela daquele ano. Depois de ter conquistado duas medalhas de ouro no Atletismo em 1964, ele passou a competir também na natação e na esgrima. Graças a seu esforço, Marson deixou Tel Aviv com nove medalhas de ouro. Outro destaque foi a nadadora australiana Lorraine Dodd, que bateu, num mesmo dia, três recordes em sua categoria.
Naquele ano, 20 recordes foram batidos durante as 181 disputas realizadas durante o evento.
Número de países: 29
Modalidades esportivas: 10
Em sete dias, muitos recordes foram batidos, principalmente na natação, na qual o uso de sensores de toque eletrônicos foi adotado pela primeira vez. Alguns atletas bateram recordes mundiais como o nadador holandês Van der Bender (100 metros nado livre), o canadense Reimer (arremesso de disco) e o israelense Zipora Rubin (arremesso de dardo). Ao final, a grande vencedora dos Jogos foi a República Federal da Alemanha, seguida de Estados Unidos e Grã-Bretanha.
A grande novidade daquele ano foi a participação de deficientes visuais em algumas modalidades. Outro fator que contribuiu para importância dos Jogos de Heidelberg foi o encontro de treinadores e comissões técnicas após o evento. Na reunião, foram criados subcomitês com o intuito de melhorar as regras das competições, o que contribuiria para o desenvolvimento dos atletas.
Número de países: 41
Modalidades esportivas: 10
Os Jogos Paraolímpicos de Toronto, no Canadá, foram marcados pelo número elevado de participantes (mais de 1,6 mil) e pela introdução de novas categorias e modalidades. Pela primeira vez, 261 amputados e 187 deficientes visuais participaram de competições e eventos. As corridas em cadeira de rodas começaram a ser disputadas em percursos de 200, 400, 800 e 1.500 metros e as provas de tiro e partidas de goalball passaram a valer medalhas.
A edição dos Paraolímpicos de Toronto também ficou na história como a primeira com cobertura televisiva, desde a cerimônia de abertura. Entre os atletas, um dos destaques foi o canadense Arnie Boldt, um jovem de 18 anos que teve uma de suas pernas amputada. Ele foi o primeiro a cruzar a linha de chegada na primeira corrida com a participação de amputados na história dos Jogos. Além disso, venceu as provas de salto em distância e salto com vara.
O norte-americano David Kiley também brilhou ao bater o recorde mundial de corrida em cadeira de rodas. Nas quadras, ele fez bonito, ao vencer a seleção de basquete de Israel e faturar mais uma medalha de ouro para os Estados Unidos, que ficou em primeiro lugar na colocação geral. Logo atrás, classificaram-se Holanda e Israel.
Número de países: 40
Modalidades esportivas: 13